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Cartilha alerta sobre os perigos de brinquedos piratas

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Com desenhos, cartilha explica para as crianças o que é a pirataria
Com desenhos, cartilha explica para as crianças o que é a pirataria - Foto: Sofia Wolff
POR VANESSA FELIPPE

Brinquedo de criança é coisa séria. Este é um dos recados de uma cartilha lançada hoje pelo Procon RS e pela Fecomércio RS.  A publicação Comércio informal: que bicho é esse? quer alertar as famílias sobre os riscos da pirataria nos produtos infantis. Inicialmente, 50 mil exemplares vão ser distribuídos para escolas públicas e particulares.

Para conquistar e educar as crianças, o livrinho tem desenhos coloridos e diálogos simples. E um personagem muito simpático: o Proconito. Ele entra em ação para explicar o que é pirataria, quais são os produtos infantis mais falsificados e como isso pode provocar acidentes.

A Secretária de Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos, Maria Helena Sartori, disse que o público infantil é uma porta de entrada para abordar o assunto. “Por que falar para as crianças? Porque elas tem sonhos. Elas querem os brinquedos, os joguinhos, as roupas dos seus personagens preferidos e pedem tudo isso para os adultos. Os pais, claro, querem realizar os desejos dos filhos. Só que a gente precisa entender que um brinquedo falsificado, mal fabricado ou sem controle de qualidade pode machucar e trazer problemas graves”, disse.

Outra preocupação é com os prejuízos econômicos. O presidente da Fecomércio RS, Luiz Carlos Bohn, apresentou um dado preocupante: o comércio informal representa 16% do PIB brasileiro, ou seja, 900 bilhões de reais por ano. Só no Rio Grande do Sul, em 2016, a pirataria movimentou cerca de 52 bilhões de reais.

A diretora do Procon RS, Maria Elizabeth Pereira, lembrou que as crianças e os adolescentes tem acesso aos produtos piratas tanto no comércio de rua quanto nas vendas pela internet. “Temos que agir porque o apelo é muito grande, especialmente se pensamos em jogos, eletrônicos, DVDs, roupas e tênis. Por isso, é importante chegar nas escolas”, afirmou.

A expectativa é de que a educação das crianças ajude a mudar essa realidade. O lançamento da cartilha foi na sede da Fecomercio, durante um café da manhã.

SDSTJDH - Secretaria de Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos