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Rede escolar e CJs participam de sensibilização sobre Justiça Restaurativa

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Capacitação de JR chega a Alvorada - Foto: Giovana Folchini
Por Melina Fernandes
Terminou nesta quarta-feira, 6, o Seminário de Justiça Restaurativa – Construindo uma Cultura de Paz no território de Alvorada. O evento, do Programa de Oportunidades e Direitos, mobilizou diretores de escolas, professores, pais, alunos, lideranças comunitárias, educadores e gestores dos centros de juventude do POD. O objetivo é sensibilizar todos os envolvidos na rede de apoio aos jovens para a metodologia que busca, por meio do diálogo, resolver situações de conflito e restaurar vínculos.
 
A diretora do Departamento de Justiça, Ana Severo, explicou que a sensibilização está sendo realizada nas seis regiões onde foram implantados os centros da juventude do POD. A ideia é formar facilitadores em justiça restaurativa para atuarem na implantação de círculos de paz nesses territórios. “Estamos oferecendo essa metodologia estruturada, que já é utilizada em outras cidades, estados e países, com experiências muito bem sucedidas, para que nossa rede esteja capacitada para construir os círculos de paz. Queremos não só prevenir como reduzir a reincidência desses jovens em conflitos e delitos”, afirmou Ana.
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Diretora Ana Severo - Foto: Giovana Folchini

 
No seminário, o procurador de justiça e especialista em Direito da Criança e Adolescente, Afonso Armando Konzen, ressaltou que “só colocar de castigo, impor uma pena, não fará o jovem envolvido mudar, agir diferente”. Konzen defendeu que a Justiça Restaurativa provoca a reflexão de todos os envolvidos e restaura a vítima também, que geralmente não recebe atenção pós conflito. E acrescentou que o círculo de paz inverte a lógica no começo, antes de tomar uma dimensão maior e evoluir para delitos e crimes mais graves, chegando ao sistema penal.
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Dr. Konzen - Foto: Giovana Folchini

 
Para a coordenadora da Comissão Interna de Prevenção a Acidentes e Violência Escolar (Cipaves) na 28ª Coordenadoria Regional de Educação, Jeni Jussara de Oliveira Reck, a Justiça Restaurativa complementa o trabalho das Cipaves. “São os círculos de paz que nos proporcionam realmente reestabelecer vínculos e uma reflexão mais profunda sobre a situação. A gente consegue evitar que conflitos maiores virem caso de polícia, zerando o assunto, ou seja, o problema encerra ali”, concluiu.
 
Dentro dos centros da juventude, equipes capacitadas em Justiça Restaurativa já estão atuando. A técnica social do CJ Alvorada, Marina da Rocha Rodrigues disse que os resultados já começam a aparecer. Porém, ela acrescentou que é preciso mobilizar todos os envolvidos. “A possibilidade de o jovem ser ator, ser o protagonista na resolução dos seus impasses, faz muita diferença. Porque ali no círculo de paz ele está sendo escutado, ele reflete, ele se coloca na gestão do seu conflito”, destacou.
 
Os seminários são promovidos pelos departamentos de Justiça e de Políticas para a Juventude e Escritório de Projetos BID/POD, da Secretaria de Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos, em conjunto com as Cipaves, da Secretaria da Educação. Cerca de 60 pessoas participaram em cada território. O evento já foi realizado na Cruzeiro, na Restinga, em Viamão e agora em Alvorada. Nesta quinta e sexta (7 e 8), é a vez da Lomba do Pinheiro receber a sensibilização, que será realizada no Centro da Juventude (Estrada João de Oliveira Remião, 4.444, Parada 10, bairro Agronomia – Porto Alegre). Na segunda e terça da semana que vem (11 e 12) a sensibilização acontece no CJ Rubem Berta (Av. Baltazar de Oliveira García, 2.132, bairro Sarandi - Porto Alegre). 
 
SDSTJDH - Secretaria de Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos